quarta-feira, 26 de setembro de 2012

bliss

Por diversas vezes a felicidade bateu em minha porta, olhei pelo buraco da fechadura e ignorei, como se não estivesse em casa. Numa dessas visitas, ela voltou, como quem não quer nada, e eu cansada de apanhar desse mundão de meu Deus, destranquei a maçaneta. Como uma brisa, ela foi entrando de mansinho, se certificando do lugar, se certificando de que eu não fosse expulsá-la, como das outras vezes. Ali permaneci, estática, esperando ver o que a felicidade faria. E ela, como não é boba, foi tomando conta do espaço, tomando conta do vazio que me preenchia. Foi se achegando, se fixando, e eu deixei. Agora dona Felicidade, eu te peço pra não querer se vingar de sua pobre criança, tantas e tantas vezes eu não a deixei entrar por medo de sofrer, agora que eu abri a porta, não traga a tristeza ao seu encalce, e eu espero, que você tenha vindo pra ficar.


- karin Rippel

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