segunda-feira, 11 de março de 2013

Mito da Alma Gêmea


Quando falamos em alma gêmea logo pensamos em duas pessoas que se completam, que o destino uniu, que foram feitas uma para outra etc. Vou tentar discorrer nesse artigo sobre esse tema que é desleixadamente empregado pelos "românticos".
O conceito de alma gêmea foi elaborado por Platão, em sua obra O Banquete, onde contou o mito do andrógino. O andrógino era um ser completo, composto de um só tronco, com todos os órgãos em duplicata, quatro braços, quatro pernas e duas cabeças com duas faces situadas em lados opostos e quatro orelhas, como dois seres humanos colados; que poderiam ser do mesmo sexo (dois homens ou duas mulheres) ou um homem e uma mulher fundidos. Os andróginos eram ágeis, fortes e extremamente orgulhosos.
Eles eram filhos de Gaia, mãe de Zeus. Gaia os pariu por vingança a Zeus tê-la vencido e a mandado ao fundo do Tártaro. 
Por saberem de sua força começaram a se opor aos deuses, rivalizando em força e poder. Zeus ao tomar ciência da força desses seres e por temer um confronto direto resolveu separá-los para enfraquecê-los, condenando-os à separação. Os seres separados se espalharam pelo mundo, desorientados, procurando a parte que lhes faltava.
Daí surgiu a ideia de que somos partes incompletas, fragilizadas e carentes - precisando encontrar nossa alma gêmea para nos sentirmos completos.